02 fevereiro 2007

Mais dúvidas

Não sei se têm acompanhado as sessões de perguntas e respostas que têm passado aqui no Ai o Camandro, mas tem sido um debate bastante interessante bastante longe das propagandas ridículas que se tem visto por aí. (Se quiserem vejam: 1, 2). Aproveitando as conversas de dúvidas, lanço mais uma pergunta que me foi feita hoje.

Todos temos ouvido nos últimos tempos muitas conversas e debates sobre a "vida", todos teremos a nossa posição sobre isso baseado em factos e ideologias diferentes... A pergunta que eu faço agora é: Quando é que se deixa de estar vivo? O que acontece aos elementos do nosso corpo nesse momento para dizermos que acabou a vida? Quando é que existe morte?

(nota: dispensam-se comentários à Lili Caneças...)


11 comentários:

Anónimo disse...

depois da morte??? apodrecemos! os nossos orgaos para de trabalhar.

mas vams para onde? pro ceu?????
pro inferno???
é uma pergunta á qual nimguem me pode dar uma resposta! poke só os mortos é ke nos podem responder a isso...e kuando morremos...tornamo-nos um Espirito Que anda por ai nas ruas?

P.S. Mas se alguem tiver uma resposta ás minhas perguntas, esteja á vontade!....

Farpas disse...

A pergunta não é depois da morte! O que eu pergunto é o que acontece no momento da morte. O que é que se passa para ficarmos mortos? Quando é que somos declarados mortos?

Anónimo disse...

ok, peço desculpa!
no momento da morte.... a meu ver os orgaos vao deixando de trabalhar aos poucos!
depende da morte...se for rápida ou lenta, o momento exacto da morte é kuando um ou mais orgaos deixao de funcionar de vez!!! creio! é uma pergunta ke nos faz pensar....talves um pco complikada!

bem feita!

snowgaze disse...

Possivelmente quando o cérebro deixa de trabalhar. Quase de certeza, quando o coração e o cérebro deixam de trabalhar.
Ainda assim, acho que estamos realmente mortos quando deixarmos de ter consciência. Quando é que isso acontece (ou até se acontece) é que não sei.

cereja disse...

Olha Farpas, há já uns dias também escrevi um post no Pópulo um pouco nessa linha. Dizia eu que num hospital os médicos «desligam as máquinas» quando se confirma a «morte cerebral». Escrevi isso a propósito do famoso cartaz do Não que dizia «abortar por opção, quando bate um coração?» para referir que o tal bater o coração não significa vida uma vez que os próprios médicos acham que está morta uma pessoa cujo cérebro deixou de funcionar. Mas os seus órgãos estão bons, tanto assim que aproveitam para fazer transplantes. Na perspectiva desses senhores do Não, desde 1967 quando Christiaan Barnard fez o primeiro transplante ao coração que se andam para aí a matar pessoas. E adultas! Enquanto o feto de 10/12 semanas nem sequer tem sistema nervoso central quanto mais cérebro!

ilha_man disse...

A morte é declarada quando a actividade cerebral cessa. É muito mais fácil definir o momento de morte do que o momento em que há vida.

Anónimo disse...

http://sbras.blogspot.com/2007/01/sbrasblog-nos-jornais-regionais.html

Cingab disse...

Um bom assunto para ser abordado!...
Depois disto do aborto a pedido, nada melhor que falarmos da morte a pedido!...
Se no aborto a pedido decidimos sobre a Vida de outro, na eutanásia decidimos a nossa Vida!...
Se for consciente, devidamente comprovada por médicos, Sim à Eutanásia!...
E já que estamos numa época de um total desprezo pelas questões éticas da Vida, a morte de um individuo (biológico) será impossível... Basta guardar os genes!...
Por isso, e sendo sarcástico, só está morto quando a alma se desprende do corpo e inicia o seu caminho para o Céu ou Inferno!... Mas isto é só para quem acredita nestas “coisas”, como eu... Quem não acredita, ou acredita mas tem visões pessoais sobre o assunto, jamais morrerá!... Estamos todos próximos da Vida Eterna!

Anónimo disse...

Cingab, queria só corrigir-te num pequeno ponto. A vida de um individuo biológico não depende apenas dos genes, exige também a vivência, educação e aprendizagem. Mesmo os clones, geneticamente iguais, desenvolvem-se de forma diferente e singularizam-se como individuos ou seres.
Quanto à tua opinião sobre a morte ser o momento em que nos separamos da alma, temos que reflectir sobre o que é a "alma".
"Alma é um termo que deriva do latim Ănima, este refere-se ao princípio que dá movimento ao que é vivo, o que é animado ou o que faz mover. De Ănima, derivam diversas palavras tais como: animal (em latim, animalia), animador, ...
Filosófica e religiosamente, é definida como a parte espiritual do Homem, que se julga continuar viva após a morte do corpo, podendo o seu destino ser a beatitude celestial, uma temporada no purgatório ou o tormento eterno. Segundo este ponto de vista, a morte é considerada como a passagem da alma para a vida eterna, no domínio espiritual. A grande maioria das religiões, cristãs e não-cristãs, concorda em linhas gerais com esta definição. O conceito de uma alma imortal é muito antigo. De facto, as suas raízes remontam ao princípio da história humana. O hinduísmo e o budismo crêem na transmigração da alma." (...) "A Alma sempre foi motivo de controvérsia entre as diferentes denominações religiosas e crenças, mesmo porque nunca foi totalmente compreendida, explicada ou observada. Antes que o homem concluísse que a possibilidade de uma alma em evolução em conjunto com a mente de um individuo e com a paternidade de um espírito divino, julgou-se que ela residia em diferentes órgãos físicos – nos olhos, no fígado, nos rins, no coração e, posteriormente, no cérebro." in Wikipédia, enciclopédia livre.
Assim se conclui que a "alma" é no fundo vida, por isso dizer que a morte é quando esta se vai, é como dizer que "viver é o contrário de estar morto". Por outro lado entendo o teu ponto de vista e sei que o comum dos ocidentais associa a alma à nossa consciencia, ao nosso ser consciente, à razão e à faculdade de raciocionar. Logo, desde que cesse a vida cerebral ou enquanto esta não exista, não há vida...
Por ultimo, não te esqueças que a decisão de abortar não é somente a de preservar ou não a "vida" de outro como a tua própria. Viver não é sobreviver e um filho numa altura indesejada pode arruinar a vida de qualquer progenitor.
Quanto à eutanásia acho que estamos em sintonia, depende da vontade de cada um.
Um Abraço,
Antonio

Cingab disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cingab disse...

Sim Tó, eu sei,
"eu sou eu e a minha circunstância"... Mas tempos virão em que até as circunstâncias podem ser guardadas e transferidas para um novo ser biologicamente igual...
Serão assim o Fim dos Tempos!...

Agora a sério,
Estamos a entrar numa intelectualidade, que um ser como eu, pode não conseguir manter... Mas vamos filosofar!...
Por muito que o @Farpelas não queira, a Lili Caneças disse a mais pura das verdades:
Estar Vivo é o contrário de estar Morto... Acrescento que estar Morto é o contrário de estar Vivo!...
Mas tudo depende da nossa definição de Morte e de Vida, biologicamente falando, claro!...
Depois temos as ideologias que defendem que nós nunca morremos, que a morte corporal é apenas uma fase da Vida... que é eterna!... Outros que defendem a eternidade, na “obra” que deixámos e nada há depois na morte corporal e por aí em diante...
Eu começo a pensar que a morte, de facto, não existe... Apenas vidas!... A Vida no Paraíso, a Vida numa transição dentro do mesmo Mundo, a Vida perpetuada na memória...
Mas, de onde vem a Vida? O que é a Vida? Só depois de sabermos isso é que podemos falar de Morte

Quanto ao aborto a pedido, o mal está em alguém pensar que pode dispor da vida de outro só porque lhe causa algum, questionável, incómodo! Eu não mato o meu vizinho porque ele me incomoda o sono, porque ele atenta contra a minha saúde... Mas há quem assim pense e logo que não me chateie a mim, façam o que quiserem... Visto que a cultura do EU, sobrepõem-se há do NÓS... Eu sou só uma gota no Oceano... A maioria vence!...

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